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Confira os principais dados do mercado imobiliário durante a pandemia do novo coronavírus

Confira os principais dados do mercado imobiliário durante a pandemia

Muito se surpreende quem previa que a pandemia traria uma estagnação e crise no mercado imobiliário.

Apesar de em março, no início da pandemia, ter ocorrido uma retração no setor, o que vimos nos meses seguintes foi um aumento considerável de vendas dos imóveis.

Confira um balanço geral dos números do mercado imobiliário ao longo da pandemia do novo coronavírus:

Efeito negativo no começo da pandemia

Devido às incertezas e aos impactos do avanço da Covid-19, o levantamento da Raio-X FipeZap, realizado com base em dados do primeiro trimestre de 2020, apontou para uma queda nominal de 5,6% no preço dos imóveis ao longo do ano.

Além disso, a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) registrou, no início da pandemia, o pior resultado da história do setor, com queda vertiginosa em todas as etapas, desde a procura por imóveis até a concretização da venda.

E o efeito negativo da pandemia também atingiu o setor de construção. Segundo a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), os novos lançamentos imobiliários recuaram 21,2% no primeiro semestre de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019.

O mês de maio apresentou um total de 1.703 lançamentos de imóveis, pior resultado desde abril de 2016.

Aos poucos, as coisas melhoraram

Entretanto, a situação inicial foi revertida. No desenrolar do ano, houve uma melhora na procura. Isso porque, mesmo com a instabilidade da situação da economia e saúde pública nacional, os preços dos imóveis não flutuaram muito.

Esse equilíbrio se deve ao fato de não ter ocorrido o desespero de vender, que puxaria os preços para baixo, nem houve espaço para que ficassem mais caros.

Portanto, por mais que tenha sofrido com as adversidades nos primeiros momentos, o setor imobiliário apresentou uma recuperação acelerada e até superou anos anteriores.

De acordo com o índice FipeZap, o preço médio de venda em maio apresentou alta nominal de 0,23%, superando as variações observadas em abril (0,20%) e em março (0,18%).

O número de vendas, principalmente a partir de maio, foi o maior já registrado desde 2014, período em que o país estava entrando em recessão. Segundo a Abrainc e a FipeZap, houve crescimento de venda de 10,6% equiparando-se com o mesmo período de 2019.

Os principais motivos para o aumento das vendas imobiliárias

Muito de tudo isso se deve a taxa básica de juros Selic estar no patamar mais baixo da história (2,25% ao ano), além da nova demanda por imóveis mais espaçosos gerados pelo confinamento.

Com relação à taxa Selic, temos que ela é referência para os juros cobrados em empréstimos pelos bancos, retorno de investimentos do Tesouro e da poupança.

Como ela é importante para a economia de maneira geral, ela também acaba impactando nos juros e créditos do setor imobiliário. Em outras palavras, com a taxa Selic baixa, fica mais fácil e barato realizar um empréstimo para pagar a casa; e mais rentável e vantajoso pagar os juros de financiamento de um imóvel do que pagar o aluguel mensal.

Essa queda histórica dos juros, acrescida de um maior financiamento para compras e também para a construção de imóveis, favoreceu a recuperação do crédito imobiliário.

Apesar do desaquecimento inicial, como já relatado, a partir de meados de maio houve crescimento, culminando em julho com 36.800 unidades financiadas. Esses Resultados foram os mais positivos desde 2014.

Vale reiterar que, embora os créditos estejam em alta, os preços se mantiveram estáveis. De acordo com a Fipe, os preços variaram apenas 0,92% nos últimos 12 meses.

Outro motivo da impulsão de compras de imóveis está atrelado sobretudo à própria pandemia. Com o aumento da prática do trabalho por home office, o espaço interno se tornou um grande importância.

O trabalho remoto também permite a possibilidade de descentralizar o mercado e não necessariamente morar perto da empresa. Assim, houve um aumento de busca, sobretudo da população de alta renda, de espaços com maior conforto, em localidades mais distantes, porém mais aprazíveis, uma vez que não é preciso enfrentar deslocamentos e tráfegos.

É por essas e outras, como essa nova procura, que se movimenta e se esquentou então o setor imobiliário.

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O que devo saber antes de comprar um imóvel de alto padrão?

Regiane <br>Creci: 103129

Regiane
Creci: 103129

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Vila Olímpia, Bela Vista, Jardins

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